5- Santuário de Nossa Senhora da Penha
Endereço: Estr. da Penha, 19 - Penha, RJ
Aluno: Thiago Lucas da Silva
Localizado no bairro da Penha na zona norte do Rio de Janeiro a 111 metros de altura e de fácil acesso, seja pela Linha Vermelha, Linha Amarela ou Avenida Brasil, no endereço Estrada da Penha, número 19, o Santuário de Nossa Senhora da Penha foi construído por volta do ano de 1635, como forma de agradecimento após um incidente envolvendo o proprietário de toda a área no entorno do atual Santuário na época, Capitão Baltazar de Abreu Cardoso. Conta-se que o cap. Baltazar certa vez ao subir o Penhasco (grande pedra) para ver suas plantações foi atacado por uma enorme serpente, desesperado pediu proteção à Nossa Senhora e, no preciso momento, surgiu um lagarto inimigo das serpentes, e travou-se uma luta mortífera entre os dois animais. A partir daí, cap. Baltazar passou a subir o penhasco não só para ver suas plantações, mas também para agradecer a intercessão da Santa. Construída a capela, além do cap. Baltazar, também os seus parentes, amigos e vizinhos e até mesmo pessoas curiosas, que à distância viam a pequena capela, passaram a subir a grande pedra uns para pedir e outros para agradecer graças alcançadas. Em 1729 cap. Baltazar doou todas as suas propriedades a Nossa Senhora da Penha, então foi criada a Venerável Irmandade de Nossa Senhora da Penha que passou a gerenciar a igreja e foi fazendo obras e adaptações.
A famosa escadaria foi construída no ano de 1819 como pagamento de uma promessa feita pela Sra. Maria Barbosa, que subiu o penhasco com seu marido em 1817 para pedir à Santa que intercedesse por eles para que Deus lhes concedesse um filho, tendo seu pedido atendido, mandou esculpir no duro granito do penhasco uma escadaria para facilitar o acesso dos devotos ao Santuário. Em 1819, a escadaria estava pronta. No início do século XX, a escada foi alargada e, atualmente são 382 degraus talhados na própria pedra.
Ao falar do Santuário torna-se obrigatório lembrar da Festa da Igreja da Penha, que foi oficializada por D. João VI em 8 de setembro de 1816. Tornou-se a segunda maior manifestação popular do Rio de Janeiro, perdendo somente para o carnaval. A festa acontece anualmente durante todo o mês de outubro com celebração de missas de hora em hora aos domingos, shows religiosos, procissões luminosas, missas campais, apresentação de grupos folclóricos, apresentação de corais e a festa na ladeira de subida ao santuário com as tradicionais barracas de comidas típicas.
A basílica é patrimônio tombado do município do Rio de Janeiro desde 1990 e recebe muitos peregrinos de todo o Brasil e do exterior, para trazer-lhe os seus agradecimentos por graças alcançadas ou pedir a sua intercessão. São inúmeras as pessoas que sobem a escadaria rezando, sobretudo a oração do terço, a pé ou de joelhos. E para atender os romeiros, o Santuário da Penha conta com a comodidade de bebedouros, lanchonete, diversos banheiros, bondinhos que facilitam a subida até o topo, um pequeno museu além de outras instalações. Do alto a vista é privilegiada podendo ver a estátua do Cristo Redentor, o Corcovado, a Baía da Guanabara, parte de Teresópolis e o Aeroporto Internacional do Galeão.
Nasci no bairro da Penha, na maternidade Casa de Saúde N. Sra. da Penha situada a 1,8 km do santuário. Embora eu não seja uma pessoa muito religiosa, já subi a escadaria algumas vezes meditando e fazendo minhas reflexões sobre a vida e minha relação com o local além da proximidade geográfica, faz parte da minha memória visual e da construção do lugar onde nasci. Quando criança, meu pai trabalhava no parque Shangai que fica ao sopé da igreja e, no mês de outubro, minha mãe me levava para a grande festa e a diversão era garantida! A festa da Penha pode ser vista como símbolo da resistência negra no Rio de Janeiro desde um passado escravocrata. Atualmente a festa já não é a mesma de antes, devido a violência no local e seus entornos, mas a Igreja mantém sua programação.
É quase impossível vê-la de longe e não sentir vontade de subir para conhecer o local. Sua divulgação acontece através do próprio site; em rede social; comunicação “boca a boca”; faixas colocadas no pórtico de entrada da ladeira que leva a igreja; folders colados em transportes públicos locais; etc. Seu funcionamento é diário, das 07h00 às 18h00. Ocorrem missas de segunda à sábado: Oração do terço das 07h30 às 08h00 (exceto terça-feira) e no domingo: 07h00, 08h30, 10h00, e 16h00.
É quase impossível vê-la de longe e não sentir vontade de subir para conhecer o local. Sua divulgação acontece através do próprio site; em rede social; comunicação “boca a boca”; faixas colocadas no pórtico de entrada da ladeira que leva a igreja; folders colados em transportes públicos locais; etc. Seu funcionamento é diário, das 07h00 às 18h00. Ocorrem missas de segunda à sábado: Oração do terço das 07h30 às 08h00 (exceto terça-feira) e no domingo: 07h00, 08h30, 10h00, e 16h00.
PENHA ANTIGA
Fonte: Roberto Augusto Barthel (1920)
Fonte: Igreja da Penha, Rio de Janeiro,
Fonte: desconhecida. s.d. Arquivo Nacional. Fundo Correio da Manhã.
PENHA ATUAL
Fonte: desconhecida Fonte: desconhecida
Fonte: desconhecida Fonte: desconhecida
DIVULGAÇÃO E NOTÍCIA
Fonte: Facebook (2017) @basilicasantuariopenhario
Fonte: O Globo (2013) Fonte: O Globo (2014)
Referências:
Website: Basílica Santuário da Penha. Disponível em:
<https://www.basilicasantuariopenhario.org.br/a-basilica-santuario-da-penha> Acesso em: 27 de outubro de 2017.
Facebook: Basílica Santuário da Penha. Disponível em: <@basilicasantuariopenhario> Acesso em: 28 de outubro de 2017.
IPANEMA, Rick. História da festa da Penha. Disponível em: FLICKR <https://www.flickr.com/photos/rickipanema3/5366909516/in/photostream/> Acesso em: 30 de outubro de 2017.
CALDAS, Claudio. A festa da Penha. Disponível em: <http://sambabook.blogspot.com.br/2013/01/a-festa-da-penha.html> Acesso em: 30 de outubro de 2017.
H., Carlos. Igreja de Nossa Senhora da Penha. Disponível em:
<http://rio-curioso.blogspot.com.br/2010/10/igreja-de-nossa-senhora-da-penha.html > Acesso em: 30 de outubro de 2017.
Reportagens:
GERBASE, Fabiola; AUTRAN, Paula e CANDIDA, Simone. Coluna Design Rio. Igreja da Penha, erguida com fé sobre a pedra. Disponível em:
<https://oglobo.globo.com/rio/igreja-da-penha-erguida-com-fe-sobre-pedra-9226135> Acesso em: 27 de outubro de 2017.
BERTOLUCCI, Rodrigo. Igreja da Penha: uma festa nos degraus. Disponível em:
<https://oglobo.globo.com/rio/igreja-da-penha-uma-festa-nos-degraus-12019015> Aacesso em: 27 de outubro de 2017.
MAGESTE, Rodolfo. Igreja da Penha: símbolo do bairro que completa 96 anos de história. Disponível em:
<https://oglobo.globo.com/rio/bairros/igreja-da-penha-simbolo-do-bairro-que-completa-96-anos-de-historia-16776575> Acesso em: 27 de outubro de 2017.
Considerações do grupo:
Débora: Não conheço o Santuário de Nossa Senhora da Penha fisicamente, mas sabia um pouco de sua história. As minhas primeiras surpresas na apresentação da pesquisa foram a grande quantidade de degraus, são 382, e a Festa Da Igreja da Penha ser a segunda maior manifestação popular do Rio de Janeiro. Com a pesquisa consegui saber mais detalhes sobre o santuário e entender o grande significado da Igreja não só para os cariocas,mas para todos os brasileiros. Após a pesquisa entendi a grande importância da representação e da existência da Igreja da Penha.
Gabriella: Eu não conheço pessoalmente a igreja da Penha, mas sei e sempre me foi demonstrado como forma cultural a imagem dessa igreja, até mesmo porque é uma das igrejas mais famosas do Rio de Janeiro; e um dos maiores símbolos do catolicismo no Rio de Janeiro e por isso é tão respeitada, é interessante ver como a comunidade de um local pode escolher como símbolo uma igreja.
Isabel: É gratificante o que a fé de alguém pode fazer tanto com ela mesma e com esse lugar, nunca oportunidade de conhecê-lo por dentro mas sempre o vi, mesmo de longe ou pela TV a festa que acontece nesse santuário, gostei de saber mais da história do lugar e espero um dia conhecê-lo.
Isabela: Por morar na Vila da Penha, minha proximidade com o Santuário da Nossa Senhora da Penha sempre foi muito grande. Ao visitar meus parentes que moravam ao arredor, me via impressionada com o lugar. Para mim se tornou um símbolo de familiaridade, e de boas lembranças de compras ali em volta, e diversão no parque shangai, localizado na entrada da Igreja. Apesar de tudo nunca a visitei, diferentemente da maioria de minha família e vizinhos, e agora depois das informações adquiridas sobre a história e importância do lugar, sinto uma grande necessidade de subir aquela escadaria.
Júlia: A primeira lembrança que me vem ao lembrar do Santuário de Nossa Senhora da Penha é sobre seus muitos degraus e que as pessoas sobem nele ajoelhadas para pagar promessas. Vinda de uma família católica, nunca visitei a igreja, mas sinto enorme vontade de visitá-la, principalmente pela sua importância local e a curiosidade de subir a escadaria.
Larissa: Já visitei o Santuário de Nossa Senhora da Penha algumas vezes, e da mesma maneira que outras pessoas, a memória mais recorrente que tenho do lugar é do esforço ao subir os mais de 300 degraus de sua imensa escadaria. Mas, apesar disso, a visita vale qualquer esforço, pois o Santuário é belíssimo, assim como a vista da cidade que se pode ter do local.
Natália: Sempre ouvi falar sobre o Santuário de Nossa Senhora da Penha, sobre suas escadarias e sempre a via quando passava pela Av. Brasil ao chegar no Rio de Janeiro quando ainda morava em Minas Gerais. Foi ótimo conhecer mais sobre sua história e perceber o grande significado que possui para além da religiosidade, uma vez que também é um local representativo para muitos que não são religiosos. A história e duas manifestações dão vida ao local e o insere na construção do povo carioca.
Nicole: Adorei conhecer a história do Santuário de Nossa Senhora da Penha e aumentou ainda mais a minha vontade de conhecer o espaço que sempre quis visitar devido às histórias que minha avó conta sobre ele mas nunca tive oportunidade.
Pedro: Nunca fui ao Santuário.
Mas conhecendo mais sobre a importância dele para a cidade, com certeza vou
visitá-lo.
Rayssa: Nunca fui até a igreja em si, porém meu pediatra ficava no bairro da Penha e de seu consultório era possível vê-la claramente, sempre ficando encantada por esta aura de mistério por estar em um lugar tão alto. Ao ler a quantidade exata de degraus fiquei abismada. É possível observá-la de vários pontos do subúrbio.
Rayssa: Nunca fui até a igreja em si, porém meu pediatra ficava no bairro da Penha e de seu consultório era possível vê-la claramente, sempre ficando encantada por esta aura de mistério por estar em um lugar tão alto. Ao ler a quantidade exata de degraus fiquei abismada. É possível observá-la de vários pontos do subúrbio.
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